Faturamento líquido ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão. Ações preferenciais têm valorização de 54,8% em 2005. AES Eletropaulo tem lucro no quarto trimestre, embora resultado do ano tenha sido negativo
A AES Tietê, geradora do grupo AES com dez usinas hidrelétricas no interior do Estado de São Paulo, encerrou 2005 com lucro de R$ 556,1 milhões, crescimento de 90,7% em relação aos R$ 291,5 milhões registrados no ano anterior. A margem líquida também apresentou forte evolução, ao passar de 29,7% em 2004 para 45,6% em 2005.
A estabilidade operacional atingida pela companhia e a contratação da totalidade de sua energia assegurada também fizeram com que a AES Tietê registrasse, pela primeira vez, receita operacional líquida superior a R$ 1 bilhão (R$ 1,2 bilhão, alta de 24,4% em relação a 2004). As usinas da AES Tietê geraram 12,9 mil GWh (gigawatts/hora) ao longo de 2005, volume 7,6% maior que o obtido em 2004 e 15% superior ao volume de energia assegurada, de 11,2 mil GWh.
Outro fator positivo do ano de 2005 foi o comportamento das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que registraram um significativo aumento no volume de negociações, após a oferta pública dos papéis que se encontravam na carteira dos bancos Banespa, Santander e Nossa Caixa. O volume médio diário de negociação das ações teve crescimento de 152% no ano. As ações preferenciais apresentaram alta de 54,8% no ano, enquanto as ordinárias subiram 58,1%. No mesmo período, a variação do Índice Bovespa (Ibovespa) foi de 27,7%.
AES Uruguaiana
A AES Uruguaiana, termelétrica responsável pela produção de 19% da energia do Rio Grande do Sul, também teve resultados positivos em 2005. A empresa encerrou o ano fiscal com lucro líquido de R$ 133,3 milhões, crescimento de 150,6% em relação ao ano anterior. A margem líquida passou de 12,8% em 2004 para 26,1% em 2005, e a receita líquida foi de R$ 510,9 milhões, valor 22,6% maior que o do ano anterior. Em 2005, a AES Uruguaiana comercializou 5.000 GWh de energia, volume 10,4% superior ao de 2004.
AES Eletropaulo
A maior distribuidora de energia elétrica da América Latina encerrou o ano fiscal com crescimento de 12,2% na receita líquida, que atingiu R$ 8,3 bilhões, e também de 12,2% no EBITDA ajustado, que ficou em R$ 1,9 bilhão. Porém, provisões extraordinárias levaram a companhia a registrar um prejuízo de R$ 184,4 milhões no período. Não fossem essas provisões (Prefeitura Municipal de São Paulo, Recomposição Tarifária Extraordinária-RTE e Programa de Eficiência Energética), a companhia teria registrado um lucro de R$ 134,1 milhões no ano. ?Embora a medida tenha afetado o resultado do ano, ela foi necessária para reduzir as chances de surpresas no futuro?, diz Britaldo Pedrosa Soares, Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, ao explicar a providência.
O principal impacto no resultado anual da companhia foi a provisão de R$ 346,4 milhões devido à dívida da Prefeitura de São Paulo. No quarto trimestre, porém, as novas regras para remuneração da RTE levaram a empresa a realizar outro provisionamento extraordinário, desta vez de R$ 176,9 milhões. Mesmo assim, a companhia encerrou o quarto trimestre de 2005 com lucro líquido de R$ 19,6 milhões.
Em 2005, a receita operacional bruta atingiu R$ 11,1 bilhões, crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. A alta reflete o reajuste tarifário médio de 2,12%, em vigor desde 4 de julho, e a conclusão do processo de revisão tarifária de 2003. A elevação do consumo total (clientes cativos e livres) em 1.156,5 GWh, aumento de 3,3% em relação a 2004, também deu impulso ao faturamento.
AES Sul
A distribuidora AES Sul registrou lucro líquido de R$ 8,1 milhões em 2005, contra um prejuízo de R$ 131,3 milhões em 2004. O resultado é efeito principalmente das variações cambiais de ativos e passivos indexados ao dólar. A receita operacional líquida teve um aumento de 8,25% em relação a 2004, atingindo R$ 1,33 bilhão.
Assessoria de Imprensa
SP - Fevereiro/2006